Publicado por: Evaldo Oliveira | Novembro 25, 2016

PELAS ESTRADAS DO MUNDO

Já deixei rastros por inúmeras estradas deste vasto mundo. Geralmente são autoestradas perfeitas, pista dupla com várias faixas, com sinalização adequada e lanchonetes de alto nível. Mesmo as estradas vicinais são de excelente qualidade, apenas em pista única.

Nos caminhos do Brasil, quantas vezes passei por estradas com crateras capazes de engolir um carro inteiro, em largura e comprimento. Em outros momentos, ficava-se em dúvida quanto a estar ou não sobre a estrada. Uma catástrofe que procuro evitar, viajando de avião.

Em agosto deste ano fiz um giro sentimental pelo Nordeste, e me surpreendi com a qualidade das estradas. Saí de Natal e fiz um caminho meio maluco até chegar a Juazeiro do Norte, a terra do Padim Ciço no Ceará. Como estava com tempo de sobra, em um sem-querer-querendo chegamos até Pernambuco, totalmente fora do roteiro de quem sai de Natal para Juazeiro do Norte. Mas foi com grande satisfação que percebemos que as estradas por aquelas bandas encontram-se em bom estado de conservação, com as exceções de sempre, porém raras.

Poucas coisas se comparam à satisfação de viajar pelo Nordeste, entrar em suas cidades, visitar suas feiras de fim de semana, entrar em seus mercados públicos, provar suas comidas de sabor especial. E confiar que, na saída, desfrutará do conforto de uma estrada de boa qualidade. E foi assim.

Mas há uma estrada especial que conheci em Roma, e que nos transporta a um passado muito distante, do tempo dos imperadores, e que resiste até hoje.

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Via Appia, esse é seu nome. Trata-se de uma das principais estradas da antiga Roma. Seu nome homenageia o político romano Ápio Cláudio Cego, que no ano de 312 a.C deu início à sua construção, atingindo ao final uma extensão de 600 quilômetros. Era chamada de rainha das estradas (Regina Viarum) e ligava a cidade de Roma a Brindisi, na Puglia, região da Itália meridional cuja capital é Bari, com limites junto ao Mar Jônico de um lado e com o Mar Adriático do outro. Os jovens costumam passear de bicicleta por suas pedras milenares, apesar do relevo muitas vezes desconfortável para esse tipo de transporte.

Via Appia. Da época dos imperadores, 312 a.C. Ainda transitável.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


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