Publicado por: Evaldo Oliveira | Outubro 7, 2016

CAMPONÊS E SAPATEIRO, um fadas de conto

Era uma vez… E surgem estórias de belos príncipes ou candidatos ao posto, quase sempre montados em maravilhosos cavalos. Não se sabe de onde vêm, mas na maioria das vezes estão a serviço da justiça, combatendo o Mal. Na outra página, belíssimas princesas que nada fazem fora dos umbrais de Narciso.

A atração entre os dois surge logo no primeiro encontro e o desfecho em geral é de muita felicidade para ambos. Há tragédias, como aconteceu com Romeu e Julieta, mas os sabemos plebeus.

Na província romana conhecida como Frígia, localizada no centroeste da antiga Ásia Menor (Anatólia), território da moderna Turquia, floresceu o Reino da Frígia, que ficou famoso por seus reis nada convencionais. A Frígia era aliada dos troianos e participou da Guerra de Troia.

Foi na Frígia que um camponês de nome Górdio foi coroado rei. De pronto, colocou no templo de Zeus a carroça com a qual ganhara a coroa. Muito forte, amarrou a carroça a uma coluna com um nó impossível de ser desatado. Górdio era o pai de Midas, aquele que transformava em ouro tudo que tocava. Com a morte do rei, Midas assumiu o posto.

Ficou decidido – Midas não teve filhos – que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor. Assim se passaram quinhentos anos, até que um jovem chamado Alexandre, a cujo nome se juntaria o epíteto de “O Grande”, sacasse espetacularmente sua espada e cortasse o nó já bastante carcomido. E a Alexandre foi concedido o domínio de toda a Ásia Menor.

Na região de Wawel, onde hoje se localiza Cracóvia, a segunda maior cidade polonesa, vivia um dragão que sempre conseguia fugir de seus perseguidores, e sempre devorava as ovelhas dos vilarejos próximos, causando fome e destruição. O príncipe Krak (origem do nome de Cracóvia), já quase descrente de que alguém pudesse eliminar o perigoso monstro, determinou que aquele que libertasse a vila do dragão teria a mão da princesa Wanda e metade do reino.

Um sapateiro de nome Skuba teve uma ideia mirabolante e de difícil execução. Extraiu as vísceras de um carneiro e recheou o animal com uma mistura de enxofre e alcatrão. Com muito cuidado, colocou essa guloseima mortal na entrada da gruta. E o dragão morreu ao engolir o falso animal. O sapateiro casou-se com a princesa Wanda e foram felizes para sempre.2016-09-15-photo-00000794A miniatura do dragão veio comigo

O primeiro era camponês. O outro, sapateiro. Conto de fada pelo avesso.

O que vale é o final para sempre feliz.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


Responses

  1. Adorei esta historia da carochinha bem diferente de todas as outras que eu ouvia quando crianca. . Isto prova, que o que e importante nao e a posicao e sim , a inteligencia e a criatividade . Parabens ao escritor ,


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