Publicado por: Evaldo Oliveira | Setembro 23, 2016

UM CLARIM SOLITÁRIO ALERTA CRACÓVIA, e nos emociona

Cracóvia é a segunda maior cidade da Polônia, capital da província de Malopolskie (Pequena Polônia), no sul do país, banhada pelo rio Wisla (ou Vístula). Foi o primeiro Patrimônio Mundial da história, junto com a Mina de Sal Gema em Wieliczka, o Castelo da mesma mina de sal e o Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, entre outros. O país tem como capital a cidade de Varsóvia. Quanto ao idioma, veja como se escreve em polonês Em Caso de Incêndio Não Use os Elevadores:

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A Polônia já foi dominada pela Áustria, pela Rússia e pela Prússia no final do século XVIII. O país reconquistou sua independência em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial. Anos depois seria novamente maltratada durante a Segunda Guerra. Cerca de seis milhões de poloneses foram mortos. Desses, três milhões eram judeus.

Cracóvia é uma das mais antigas cidades polacas, com povoações nesse local há 20.000 anos a.C., e tem como símbolo um simpático dragão. Segundo a lenda, a cidade foi construída em cima da caverna de um dragão que o mítico Rei Krak conseguiu eliminar.

Passeando pelo centro de Cracóvia – onde Karol Józef Wojtyla (Papa João Paulo II) foi bispo auxiliar entre 1958-1964 e Arcebispo de 1964 a 1978 -, ouve-se a cada hora fechada, ao invés da batida dos sinos, um clarim – chamado na Polônia de Hejnal Mariacki (alerta de Mariacki) -que flui afinado do topo da igreja Maryack (igreja Mariana).

O som do clarim faz cumprir uma tradição que remonta ao século XIII, determinando o fechamento dos portões da cidade. Em certa madrugada, tendo o guarda da muralha da cidade percebido o ataque dos tártaros, tocou o clarim para alertar os habitantes e os soldados da cidade sobre a invasão, tocando o Hejnal, mas foi interrompido ao ser atingido por uma flecha do inimigo.

Hoje, em seguida à execução por um soldado bombeiro, que toca quatro vezes aquela música simples, uma para cada posição cardeal (norte sul, leste e oeste), na praça em frente à basílica resta um silêncio estranho, desformatado pela agitação dos turistas. São quarenta segundos de grande emoção.

imagesFoto da internet

Um clarim. Uma emoção a cada hora. Uma tradição de oito séculos.

EvaldOOliveira

Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN


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