Publicado por: Evaldo Oliveira | Dezembro 11, 2015

DESTINO, uma construção?

Por que hoje ocupamos tal cargo, desempenhamos nossa profissão, moramos em tal lugar e temos família, amigos e alguns inimigos? Já pensou sobre isso? E a forma, o local e a data da nossa morte? Passa por sua cabeça este tema?

Aqui entra a questão do destino. Mas também o fatalismo, a sorte, a maldição e a superstição. Seria o destino, então, uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma possível ordem cósmica, em que os acontecimentos ocorreriam de acordo com um roteiro fixo e inexorável, fora do controle, ou obedeceria à vontade humana, aos acontecimentos ditados pelos interrelacionamentos da vida de cada pessoa?

A estória a seguir faz parte de um conto de John O’Hara, e foi retirada do Blog do Paulo Coelho no G1:

Um mercador persa pede ao seu servo que vá até o mercado comprar algumas peças de tecidos.

Ao chegar ao mercado, o servo vê sua própria Morte fazendo algumas compras numa barraca próxima; apavorado, volta correndo até a casa do mercador.

“Tenho que ir embora daqui”, diz quase chorando.

“Vi minha Morte hoje de manhã, no mercado, e preciso fugir dela. Vou partir ainda hoje para Bokara, minha cidade”.

O mercador aceita o pedido do servo, mas fica desconfiado. Vai, então, até o mercado, e encontra a Morte do servo. “Puxa, que susto você deu em meu empregado”, diz ele.

“Ele também me deu um susto”, responde a Morte. “Eu jamais esperava encontrá-lo por aqui; afinal de contas, tenho um encontro marcado com ele em Bokara, amanhã de manhã”.

Que a Morte não esteja em minha Bokara quando eu lá chegar.


Responses

  1. Evaldo, agora, mais do que antes, atribuo os acontecimentos ao tal ‘destino’. E mesmo que atribuas os fatos ao humano, expondo argumentos os mais relevantes possíveis, ainda assim, creio que somos sujeitos aos desígnios de uma força maior da qual não conseguiremos nos desviar.
    O texto comprova isto… ou não?!

  2. As vezes penso como seria a minha vida, se o Destino tivesse me dado o que eu queria, quando jovem. E algunhas vezes feixo os meus olhos e faco de conta que o destino me deu. Mas ……… Sera que eu seria feliz se eu tivesse concretisado os meus sonhos? Os designios de Deus sao mais forte do que a nossa vontade, e por ele fui protegida. . Isto eu acredito . Nos designios de Deus. E o que ele quer que aconteca , vai acontecer.,

  3. Não sei se é o destino que traça o rumo da pessoa, ou a necessidade, ou a circunstância. Tudo isso pode ser moldado? Podemos traçar planos e chegar onde queremos? O plano A, se não der certo, o plano B. Ou tudo é ao acaso, uma questão de sorte? O caos.

    Eu queria um emprego estável, então fiz um concurso público que me deu mais estabilidade, consequentemente não me realizei profissionalmente. Mas não posso reclamar do destino que previa inicialmente um resultado negro, sem perspectiva presente ou futura.

    Acho que somos resultado de nossas próprias ações.
    Como diz o ditado “Deus ajuda quem cedo madruga”.
    No entanto, não podemos esquecer, como disse a Sônia, dos desígnios de Deus.
    Chegamos em 2016, abraços a todos.


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