Publicado por: Evaldo Oliveira | Novembro 13, 2015

ZURIQUE-LUCERNA, uma estrada de boas surpresas

O ônibus desafiava o frio intenso que batia em sua lateral. Seguíamos por uma bela estrada, saindo de Zurique com destino a Lucerna, em um bonito dia do mês de março. Muito à frente, ao lado da estrada, uma pequena igreja; na verdade, uma capela. Mas uma linda capela, erguida em homenagem a uma princesa. Trata-se da Princesa Astrid, Rainha Consorte da Bélgica. E marca uma tragédia.

Astrid nasceu em Estocolmo, Suécia, e foi educada com bastante liberdade. Seus pais não queriam que ela fosse educada como membro da realeza, mas como uma burguesa. Desse modo, aprendeu a cozer, cozinhar e tratar de crianças. Para isso, frequentou um curso de puericultura.

No dia 29 agosto de 1935, Astrid e Leopoldo III, em uma cidade da Suíça, resolveram ir para as montanhas com amigos, que estavam em outro veículo. O rei dirigia o carro, com Astrid ao seu lado. O motorista estava no banco de trás. Devido a alguns movimentos de Astrid, que tinha um mapa na mão, o rei perdeu o controle do automóvel e bateu contra uma árvore. Astrid teve morte imediata.

Capela

Mais à frente, ainda nos arredores do lago de Lucerna, a descoberta de um belo prédio, uma verdadeira raridade arquitetônica, quase nunca citada na internet: trata-se da Igreja de Mármore de Meggen. A igreja consta de um cubo construído de finas placas translúcidas de mármore grego. Toda a beleza só é vista do lado de dentro. Impressionante. Parece ser de vidro.

Igreja mármore

Igreja mármore 2

Capela da rainha Astrid. Igreja de Mármore de Meggen. A primeira nos emociona pela tragédia que nela se encerra. A segunda nos encanta pelo inusitado de sua visão interior.Um emocionante convite à reflexão.

Caixa ferramentas

Em Lucerna, uma caixa de ferramentas. De puro chocolate suíço.


Responses

  1. Evaldo, realmente duas belezas contrastantes: a capelinha da rainha Astrid e a Igreja de mármore, com toda sua imponência; Esta dá-nos a impressão de ter sido construída dentro de um mar, visualizada assim, na tela. Beleza que enche nossos olhos de prazer; assim como nos entristece o motivo da construção da capelinha.
    Muito bonita tua crônica, como sempre…


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