Publicado por: Evaldo Oliveira | Setembro 18, 2015

ECOS DE MARIA, A MÃE DE CRISTO

Cristo, na agonia da crucificação, falou a Maria: “Mulher, eis aí o teu filho”. Dirigindo-se ao discípulo João, completou: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa.

A partir desse ponto, perguntamos: para onde a mãe de Jesus teria sido levada, por quais cidades passou e, finalmente, onde teria terminado seus dias. Dentre os elementos que compunham a escassa mobília de Maria, onde teria ido parar uma mesinha que ela levava consigo, como parte de seus limitados pertences, e que chamara a atenção de um grupo de mulheres de Jerusalém? Somente muito tempo depois esses fatos seriam enfim esclarecidos.

Muitos cristãos, no primeiro século, mencionavam a passagem de São João por Éfeso, uma das mais importantes cidades daquela época, acompanhado da mãe de Jesus. Naquela época Éfeso tinha uma população de cerca de 250 mil habitantes.

No dia 29 de julho de1891, dois sacerdotes franceses, ex-soldados, saíram em busca da casa de Maria, seguindo orientações de uma mística, fruto de suas visões, e encontraram as ruínas de uma casa que correspondia às características da casa indicada pela mística alemã. No local havia uma secular devoção que reconhecia a capela em ruínas como o último lugar onde teria residido Meryem Ana, a Mãe Maria. O santuário Meryem Ana foi restaurado na década de 1950 com pedras e materiais do lugar.

3918771671_3757198cebFoto da internet

E o que teria acontecido com a mesinha que Maria carregava consigo, como parte de seu mobiliário? Um grupo de mulheres de Jerusalém assumiu a guarda da pequena mesa. Esse grupo dirigiu-se a São Lucas e pediu que ele pintasse a imagem da mãe de Jesus sobre o tampo da mesinha. Essa pintura permaneceu nos arredores de Jerusalém, sendo levada, no ano de 1382, para a Polônia, via Constantinopla – atual Turquia.

A pintura adquiriu uma tonalidade escurecida devido a um antigo e inadequado trabalho de restauro, pela diferença de pigmentos utilizados nas duas épocas. Hoje, aquela pintura de cor escura representa a Virgem Negra de Czestochova, rainha e protetora da Polônia. O local tornou-se o mais importante local de peregrinação e orações daquele país do leste europeu.

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Responses

  1. Meu caro Evaldo, você tem estimulado o conhecimento em “doses homeopáticas”. Torna-se atraente e eficaz. O interessante, nesse registro sobre MARIA, é que o mistério alimenta a fé. Não é somente a”mesinha” de Maria. Ela mesma, a Mãe de Jesus, é personagem principal de uma lenda segundo a qual Maria, acompanhada de Madalena, Sara e Maximiniano deixaram Jerusalém em um barco que seguiu pelo Mediterrâneo e, perdendo o rumo, foi parar no sul da França, onde Santa Maria Madalena , São Maximiniano e Santa Sara são cultuados. Santa Sara, por exemplo, é padroeira dos ciganos. É uma santa pretinha, pequenina como N.S.Aparecida. Quem pode afirmar que tudo ocorreu assim? Nesse caso, como em tantos outros, prevalece o mistério, que se transforma em tradição e… Alimenta a fé.


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