Publicado por: Evaldo Oliveira | Junho 19, 2015

AUSCHWITZ-BIRKENAU, os portões do infortúnio

Imagine, em uma época de extrema escassez de recursos, famílias inteiras serem retiradas de suas casas e levadas de trem para um local distante, afastado da cidade, onde trabalhariam e seriam remunerados por isso. Na chegada, no alto do portão do local onde trabalhariam, uma inscrição recepciona os grupos que ali chegam – “O Trabalho Liberta” (Arbeit Macht Frei). Era uma injeção de ânimo. As pessoas, com seus instrumentos de trabalho, enchiam-se de alegria e faziam planos para o futuro. Toda essa estrutura, antes da guerra, era a sede do Quartel do Exército da Polônia.

Aush PORTÃOPortão/Recepção em Auschwitz 1

Imagine, ainda, que, ao chegar, você, sua mulher e seus filhos dão de cara com um jovem que morava na sua cidadezinha, muito bem vestido, recebendo as pessoas que saíam do seu vagão. Que bom. Eles jamais saberiam que Victor Carpesium, o amigo que os acolhia com um sorriso, era o farmacêutico de Auschwitz, também encarregado de escolher as pessoas que iriam direto para o martírio. E você entra no prédio junto com ele, no sentido de uma sala semiescura.

Birkenau entrEntrada de Birkenau

Auschwitz, mundialmente reconhecido como símbolo de terror, genocídio e holocausto, foi erguido em 1940 pelos nazistas, nas redondezas da cidade de Oswiçcim, mais tarde rebatizada com o nome de Auschwitz. Construído na Polônia durante a II Guerra Mundial, esse campo foi aumentado nos anos seguintes, e dividido em três partes: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau e Auschwitz II-Monowitz.

Aush 1 Cercas

Os primeiros seres humanos a serem assassinados aqui foram os polacos, seguidos pelos prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos e pessoas de outras nacionalidades. A partir de 1942 Auschwitz tornou-se o mais importante local de extermínio em massa de judeus em toda a história da humanidade. A maior parte era imediatamente exterminada nas câmaras de gás de Birkenau – separado de Auschwitz-I pelos trilhos de uma estrada de ferro. Para Birkenau, estima-se terem sido deportados mais de um milhão e cem mil judeus. Os comboios de trens chegavam ao local, passavam pelo portão e eram “recepcionados” no interior do campo.

Pátio de fuzPátio de fuzilamento dos revoltosos

No final da guerra, as SS iniciaram um processo de demolição das câmaras de gás e dos crematórios desses campos, tentando assim encobrir este horrível crime contra a humanidade.

Em janeiro de 1945, sete mil prisioneiros foram libertados pelo Exército Vermelho. Antes disso, os prisioneiros que ainda mantinham alguma força foram levados para outros campos na Alemanha.

Dois portões. E o inferno bem ali.


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