Publicado por: Evaldo Oliveira | Abril 12, 2015

A SERIEDADE E O MISTÉRIO DO RECEITUÁRIO MÉDICO

Ao sair do consultório, Vergas examina a receita que o médico lhe entregara. Fora feita no computador, e era emoldurada por imagens, referências técnicas e palavras que tentavam engrandecer ou particularizar o seu emitente. Uma imagem de mau gosto, impressa bem no centro do documento, tinha apenas a função de sujar o papel e aumentar os custos, dificultando sua leitura.

Com o receituário na mão, o paciente percebeu que, em seguida ao seu nome, aparecia em destaque a letra R/ com o pé cortado. Consultando funcionários da clínica, foi dito que aquele erre com o pé cortado (R/) significava “Receite-se”.

Em casa, à noite, Vergas resolveu esclarecer sua dúvida. Tentava entender o que, de fato, significava aquele erre da receita. De onde provinha aquela marca? Descobriu que aquele elemento gráfico de sua receita tinha origem no Antigo Egito.

Imbuído do espírito da imaginação, Vergas embarcou na espaçonave do Era Uma Vez e, argonauta, convocou Jasão e partiu em busca do seu velocino de ouro. Descobriu que no Egito Antigo havia um rei chamado Osiris e uma rainha chamada Isis, que viviam em um confortável palácio por volta do ano 3.000 a.C. O casal tinha um filho chamado Hórus, o deus da cabeça de falcão. O rei tinha um irmão ambicioso chamado Seth. Em silêncio, o irmão do rei engendrava um plano para tomar o poder.

Em uma data propícia, Seth partiu em direção a Osíris com a intenção de matá-lo, e os dois irmãos entraram em luta corporal. Vendo o pai ser massacrado pelo irmão, Hórus saiu em seu socorro, e teve seu olho esquerdo ferido pelo tio. Isis, desesperada, clamou pela intervenção de Thor, o deus da cura e da sabedoria, que imediatamente restaurou o olho ferido.

Como forma de valorização do amor filial e da bravura de Hórus, foi criado um amuleto que representa um olho esquerdo com uma cicatriz. A partir de então, os egípcios imploravam ao deus Horus que curasse seus males.

A marca R/ já era usada pelos médicos egípcios com o significado de saúde e felicidade, sendo imitados pelos médicos gregos, chegando a ser considerado o símbolo de Apolo, pai de Asclépio, o deus da Medicina.

Há 5.000 anos, um símbolo misterioso se mantém vivo pela prática da prescrição dos médicos.


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