Publicado por: Evaldo Oliveira | Novembro 27, 2014

O COMÉRCIO DO SEXO EM ÉFESO, TURQUIA, COMO AQUI

Quando criança, percebia o cuidado que as mães tinham quando se referiam aos locais onde funcionavam as “casas de mulheres da vida”, formalmente estabelecidas, chamadas prostíbulos ou “zonas”. Havia também os bares da periferia onde a promiscuidade era bem conhecida. Naquela época, os locais dos encontros amorosos clandestinos, no interior, eram chamados de “casas de recurso”, precursoras dos atuais motéis.

Para os forasteiros que se aventuravam nas asas revoltas da boemia, bastava procurar, com cara de sem querer querendo, as famosas luzes vermelhas, ou seguir a sonoridade desafinada de um sax alto que rodopiava sob o influxo de um vento quente que vinha das salinas, resvalando nas várzeas, acalentando o sono de maçaricos preguiçosos e caranguejos exibicionistas, que fingiam dormir de olhos abertos.

Nas pequenas cidades do Brasil, pelos idos de 1950/60, as mulheres sabiam aonde iam seus homens à noite, por tecerem comentários a respeito. As crianças, temerosas e inocentes, tinham vaga noção da existência desses locais, e quase nada sabiam do que ali acontecia. Na minha cidade, boa parte dos cabarés era mantida por mulheres.

Éfeso, situada na Ásia Menor, hoje pertencente à província de Esmirna, na Turquia, era a segunda maior cidade do Império Romano e do mundo, atrás apenas de Roma, e tinha uma população de 250.000 habitantes. Era famosa pelo Templo de Ártemis, uma das Sete Maravilhas do Mundo, construído por volta de 550 a.C. A Biblioteca de Éfeso, uma das mais importantes obras do mundo antigo, foi destruída por uma multidão no ano 401 d.C. Boa parte de sua estrutura foi reconstruída pelo imperador Constantino I, que também ergueu as famosos salas de banhos públicos. Éfeso também é famosa por seu anfiteatro, onde São Paulo proferiu muitas de suas Cartas.

Anfiteatro Éfeso  Anfiteatro

Biblioteca de Éfeso  Biblioteca

Caminhando pelas ruas de Éfeso, hoje e outrora bem cuidadas, deparei-me com inscrições feitas com capricho, que indicavam um caminho, um local, sua função, e que os serviços ali oferecidos não eram gratuitos.

caminho-turquia  O caminho da esbórnia

No alto desta foto, um coração sinaliza a possibilidade de encontro amoroso; no meio, um pé indica o sentido a ser seguido pelo cliente; embaixo, lado direito, um retângulo simboliza o dinheiro, indicando que o encontro deve ser pago.

sauna-turquia

Sauna pública construída pelo imperador Constantino. Por baixo dessas aberturas corria água.

Aqui como em Éfeso a.C., os caminhos da esbórnia.


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