Publicado por: Evaldo Oliveira | Outubro 3, 2014

TURQUIA, por que falamos tanto na Grécia?

Os estudos de História da Medicina, toda a vida de Asclépio, filho de Apolo, desde seu nascimento, sua criação pelo centauro Quíron, seu aprendizado nos segredos da boa prática médica e cirúrgica estão ligados à mitologia grega. As asclépias gregas sempre tiveram importância fundamental quando analisamos a evolução dos procedimentos assistenciais desenvolvidos nos centros de cura da Antiguidade. Na maioria das vezes, as citações referem-se a Epidauro, Cós e Cnido, na Grécia. Em Cós eram utilizados tratamentos naturais, onde trabalhou Hipócrates; Cnido sempre representou o pensamento e as ideias de tratamentos baseados no conceito alopático.

Nos meandros da História Universal, quando – desde a infância – pensamos em Troia, com seus personagens, seus mitos, suas guerras, seus heróis, sabemos que a fonte de tudo está na Grécia.

Quando tentamos fazer levantamento sobre sítios históricos importantes, quase sempre nos deparamos com elementos da Grécia, de Roma ou de alguns países do oriente médio, em especial Iran, Iraque, Síria, Líbano e Israel.

Debruçando-nos sobre o mapa, vislumbramos a Turquia, um imenso país que faz fronteira com a Bulgária a noroeste e com a Grécia a oeste; a nordeste, é vizinho da Geórgia, da Armênia e do Azerbaijão; a leste encosta no Irã, e a sudeste no Iraque e na Síria. A Turquia compartilha terras de dois continentes (Europa e Ásia). O Estreito de Bósforo liga o mar Negro ao mar de Mármara, separando a Ásia da Europa, concedendo a Istambul a característica única de ter uma perna em cada continente, ligados pela ponte Fatih Sultão Mehmet, com 1.090 metros de extensão, a segunda maior ponte pênsil do mundo. A primeira está no Japão.

Ponte em Istambul

A história da Turquia inicia-se com a chegada do povo hitita, que sucedeu os hatitas por volta do ano 2.000 a.C. para fundar o primeiro grande império da área, entre os séculos XVIII e XIII a.C. No ano 324 da era cristã, o imperador Constantino escolheu sua capital, Bizâncio, para a capital do Império Romano, rebatizando-a de Nova Roma. Após sua morte, mudaria para Constantinopla, atualmente Istambul, uma das maiores cidades do mundo. A capital da Turquia é Ancara.

Na Turquia, o visitante tem a satisfação quase êxtase de conhecer a Biblioteca de Celso, em Éfeso. Esse magnífico edifício, que a todos encanta, foi construído com a finalidade de armazenar 1.200 rolos e para servir como mausoléu para Celso, cujo corpo encontra-se enterrado debaixo de sua estrutura. Este monumento, ícone da cultura universal, foi erguido em homenagem ao senador romano Tibério Júlio Celso, que pagou os custos da construção com seus próprios recursos.

Biblioteca de Éfeso

Ainda em Éfeso, encontramos o anfiteatro onde o apóstolo São Paulo fez muitas de suas pregações. É difícil vislumbrar aquela maravilha arquitetônica e saber de sua importância para o desenvolvimento das religiões cristãs sem o conforto da emoção.

Anfiteatro de Éfeso

A História da Medicina tem seus alicerces fincados na Grécia, com Asclépio, Hipócrates, Apolo, e seus centros de cura, Epidauro como marco. Porém na Turquia fica um dos mais bem conservados centros de cura da Antiguidade. Pérgamo, com seu riquíssimo acervo de estruturas ligadas aos primórdios da prática médica, e onde Galeno se tornaria o médico dos gladiadores. Pergaminho origina-se de Pérgamo.

Pérgamo

Um dos primeiros símbolos da Medicina

Troia, a cidade onde aconteceu a Guerra de Troia, que ainda hoje instiga e intriga leigos e pesquisadores, fica na Turquia. Lá, o imponente cavalo ocupa lugar de destaque no centro de uma praça.

Cavalo de Troia

Cavalo de Troia, detalhe

Turquia. Imponente, cheia de história e cultura. Vale a pena um esforço para um adeusinho do interior daquele emblemático cavalo.

De quebra, uma viagem de balão na Capadócia

De balão na Capadócia

E o rei Midas

Rei Midas


Responses

  1. E por falar em Grécia, apesar de não conhecê-la, só pelo que já li, sou obcecada pela sua cultura… Mas, referindo-me ao relato dessa tua viagem, Evaldo, há algo que me chama a atenção: a maneira como valorizas os lugares por onde passas (desde o mais sofisticado ao mais simples).Com o mesmo entusiasmo que relatas sobre Troia – Turquia, descreves sobre Areia Branca, tão provinciana. É uma de tuas qualidades e que te faculta o merecido sucesso… Adorei a réplica do Cavalo de Troia, fazendo-me recordar um fato que nem amnésia, que me persegue, consegue me fazer esquecer: a alegria sentida quando, ainda quase adolescente, visitei O forte dos Reis Magos onde brinquei com o Canhão ali exposto. Acho que seria a mesma sensação se aí estivesse, na janelinha que estavas…
    Se ainda lecionasse, com prazer exploraria este texto com meus alunos que muito ganhariam em conhecimentos gerais, pois é uma verdadeira lição de vida.
    Amigo, sempre nos surpreendendo com teus fabulosos escritos!
    Que DEUS te abençoe sempre.
    Um abraço.


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