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	<title>Blog do Evaldo</title>
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	<description>Crônicas Para Reflexão</description>
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		<title>Blog do Evaldo</title>
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		<title>UMA ESTRANHA MANHÃ DE DOMINGO</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 00:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O sol oferecia-se por inteiro naquela manhã de domingo. No quintal, a grama verdinha sentia-se ofendida com a presença da sujeira deixada pelos dois cachorros da casa – Ressaca e Beiçola. Os dois, nesse momento, manhosamente se esgueiravam atrás de um banco, como que adivinhando o pensamento da grama. Fui à cozinha, preparei o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=426&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O sol oferecia-se por inteiro naquela manhã de domingo. No quintal, a grama verdinha sentia-se ofendida com a presença da sujeira deixada pelos dois cachorros da casa – Ressaca e Beiçola. Os dois, nesse momento, manhosamente se esgueiravam atrás de um banco, como que adivinhando o pensamento da grama.</p>
<p>Fui à cozinha, preparei o café, que me pareceu com gosto de ontem. Calcei os tênis, tirei a esquecida bicicleta do quartinho do quintal e saí sem qualquer compromisso, fosse com a bússola ou com o relógio. Vaguei pelo plano piloto, talvez em busca de uma padaria para satisfazer minha necessidade de cafeína.</p>
<p>Em frente a um prédio, três homens discutiam  de forma acalorada. Um deles, musculoso, tipo bombadão, apontava com seu indicador de baqueta de surdo para uma plaqueta, e bradava:</p>
<p>- Foram três tiros no coração! Todos no coração!</p>
<p>Um pouco assustado, passei pela padaria sem olhar, e continuei o meu roteiro quase inédito, ainda com o codinome <strong>sem-café</strong> e <strong>sem relógio</strong>. Subia pela rua, quando percebi um grupo de cinco pessoas, com ar austero, tentando encobrir o foco da conversa com os corpos. Deu para ouvir o que o rapaz de cabelo à moicano perguntou com ênfase de lutador de MMC:</p>
<p>- E esse primeiro, o que é?</p>
<p>- É carne de sol – respondeu com desdém a moça de piercing no nariz.</p>
<p>- Claro que não é – respondeu um rapaz de bermuda quadriculada. É carne moída ou bife à rolê.</p>
<p>Ninguém concordou. Então, era carne de sol, supus.</p>
<p>- E esse segundo? – virou a página.</p>
<p>- Ah, esse eu tenho certeza. É galinha ao molho pardo.</p>
<p>- Quero ver se vocês acertam o terceiro. E apontava para um papel amassado que trazia na mão.</p>
<p>- É feijoada, mas com feijão branco.</p>
<p>Todos concordaram. Era feijoada, mas com feijão branco, pela expressão do grupo. Tornaram a olhar em volta, para terem a certeza do isolamento.</p>
<p>Seriam aqueles pratos uma senha? O primeiro foi carne de sol; o segundo, galinha ao molho pardo, e o terceiro foi feijoada, porém com feijão branco. Retornei intrigado para casa – esforçando-me para guardar os detalhes da sequência -, ainda como sem-café, mas agora ligado no relógio e na bússola. Era quase meio dia.</p>
<p>Após o banho, e ainda confuso, tentava decifrar as palavras e os fatos observados. Talvez um crime ligado a algum restaurante, imaginei. Três tiros no coração. Referência a alguns pratos da nossa culinária. Pensativo e curioso, liguei para um amigo, delegado de polícia.</p>
<p>Meu amigo riu, riu e riu. Do outro lado da linha, eu, calado e desconfiado. Ainda com restos de riso na boca, ele me clareou a mente, turva pelo imbróglio matinal. E explicou calmamente: o grupo que estava discutindo sobre os tiros no coração estava participando de uma prova para trabalhar em empresa da área de vigilância e segurança. O outro, apenas conferia as respostas da prova de um concurso que haviam feito para trabalhar como cozinheiro.</p>
<p>Afinal – pensei aliviado -, o que são três tiros no coração de uma figura de papel? E o que tenho eu a ver com carne moída, galinha ao molho pardo ou feijoada?</p>
<p>Antes de almoçar, passei discretamente pela cozinha para conferir os pratos. Que alívio.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/426/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/426/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=426&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>MEU FILHO É UM CACHORRO</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 20:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando foi adotado por nós – todos em casa foram favoráveis – ele chorava a toda hora, em especial à noite, quando a solidão falava mais de perto, e o assobio da cruviana lhe raspava as narinas semi-cobertas. Chorava, choramingava, e quantas vezes fui ao seu berço levar carinho ou reavaliar sua necessidade de alimentação. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=417&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando foi adotado por nós – todos em casa foram favoráveis – ele chorava a toda hora, em especial à noite, quando a solidão falava mais de perto, e o assobio da cruviana lhe raspava as narinas semi-cobertas. Chorava, choramingava, e quantas vezes fui ao seu berço levar carinho ou reavaliar sua necessidade de alimentação. Pequenino, sempre se dirigia em minha direção, em detrimento de outros que no local estivessem.</p>
<p>O seu choro era facilmente decifrado por mim. Eu sabia claramente quando estava com fome, quando sentia frio, quando estava envolto em suas excreções, sólidas ou líquidas. Enfim, eu cuidava do pequenino com zelo e dedicação.</p>
<p>A preferência por mim e a satisfação por minha presença – fosse ao seu lado ou à distância, no alcance da visão &#8211; eram percebidas por todos em casa, às vezes provocando um certo desconforto. Sua inquieta alegria – vislumbrada no brilho de seus olhos &#8211; ao perceber minha presença enchia-me de satisfação. Quando ocorria de eu viajar, todos percebiam seu acabrunhamento e irritabilidade. Sumia o apetite e chegavam a indisposição e a anorexia.</p>
<p>Desse modo, eu e o pequenino fomos nos envolvendo em um forte envolvimento afetivo, para ciumeira de alguns membros da família.</p>
<p>Ontem, chegando em casa, à noitinha, uma surpresa. Ele estava na área de serviço, banho tomado, linguinha de fora, dentinhos à mostra, com aquela carinha de safado de todos os dias. Ao me ver, correu para minhas pernas e eu tive a nítida impressão de ouvir, com sua voz rouca de barítono aposentado: Papai&#8230;</p>
<p>Juro que tive essa impressão, e uma sensação paternal invadiu minh’alma, quase no limite do suportável.</p>
<p>Olhando para o pequeno buldogue campeiro, vieram-me à garganta duas palavras, abafadas pela autocensura: Meu filho&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/417/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/417/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=417&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DE UM NADA, FESTA E RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 18:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas alguns dias de férias, na última semana de 2011, bastaram para um reencontro com as alegrias da minha infância. Fui convidado para visitar um amigo , que mora em um pequeno sítio na entrada de Monte Alegre, pertinho de Parnamirim, parede e meia com Natal. Logo na entrada do sítio Asa Branca, seguimos por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=411&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas alguns dias de férias, na última semana de 2011, bastaram para um reencontro com as alegrias da minha infância. Fui convidado para visitar um amigo , que mora em um pequeno sítio na entrada de Monte Alegre, pertinho de Parnamirim, parede e meia com Natal.</p>
<p>Logo na entrada do sítio Asa Branca, seguimos por uma estradinha de terra ladeada de cajueiros exibidos, com seus frutos vermelhos querendo se sobressair sobre os amarelos, ao lado, como se fosse a Diana do cordão encarnado a provocar o cordão azul. Os passarinhos, indiferentes à disputa, preferiam os dois. O cheiro os guiava, não a cor.</p>
<p>Conheci frutas exóticas, como a lichia, que se esforçava em sua peleja por espaço contra as frutinhas do campo. As mangas, todas lindas, fossem amarelas, verdes ou vermelhas, banhavam-se desnudas ao sol abrasador de dezembro. Sem falar nos cocos, nas pinhas e nas mangabas, que nos olhavam de longe.</p>
<p>Aqui e ali, calangos se exibiam sem temor, recompensando, com seu bailado, o respeito dos moradores. Porém de olho em dois enormes gansos que os espreitavam de soslaio. Conheci um berçário com uma infinidade de filhotes de palmeiras sendo banhadas por minichuveiros que formavam minúsculos arco-íris quase no nível do chão que, molhado, exalava frescor de meninice.</p>
<p>No final da tarde, com o olho da noite a nos espreitar, percebi, sobre uma lona, um monte de castanhas de caju. Lembrei-me de que, criança, jogava castanhas na calçada da Rua do Meio, atrás da minha casa, ao lado do sobradinho dos padres. As crianças  das famílias abastadas não conheciam essa brincadeira.</p>
<p>O caseiro, ao perceber nossa aproximação &#8211; e mais uma vez sendo gentil -, ofereceu-se para assar algumas castanhas para o visitante, que imagino julgar ilustre. Logo o fogo tomava conta dos gravetos, na areia, soprando suas labaredas fugidias. Um tacho abarrotado de castanhas foi colocado sobre o fogo e o espetáculo teve início. As castanhas bailavam e explodiam, empesteando o ar com o cheiro de seu óleo fumegante. Vira, revira, pula para um lado, esquiva-se do outro, cuidado com os olhos, o fogo a nos amedrontar com seu bafo ameaçador. Meu filho, Lucas, fotógrafo profissional em São Paulo, deslumbrava-se com aquele ritual stonehengeano, e os disparos da máquina se sucediam.</p>
<p>Ao final, o melhor. Quebrar as castanhas com uma pedra, e comê-las. Na verdade, não as comemos; degustamo-las sem pudor, quase queimando a boca. O puro gosto da natureza, com a cinza quente a nos enegrecer mãos e unhas. Gormets do interior, pobres comedores de castanhas caipiras. Crianças de cabelos gris.</p>
<p>Foi aí que entendi – já imaginando um próximo convite – os belos versos de Fagner, que sentenciam:  de uma coisa fique certa; a porta vai estar sempre aberta; o meu olhar vai dar uma festa na hora que você chegar.</p>
<p>Pura pretensão, a minha.</p>
<p>Uma autêntica festa no interior&#8230; do meu coração.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/411/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=411&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>MONTANHA E SUA DESINVASÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 21:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Era início do mês de julho. e Montanha partiu cedo de Brasília com a família. Tudo a postos, conferiu cada detalhe. Hora de partir. Fizera uma revisão em seu Uno. Tudo nos conforme, como gostava de dizer. Conferiu os passageiros. Ele, a mulher, o filho, o sogro e a sogra. Uma rápida oração no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=393&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Era início do mês de julho. e Montanha partiu cedo de Brasília com a família. Tudo a postos, conferiu cada detalhe. Hora de partir. Fizera uma revisão em seu Uno. Tudo nos conforme, como gostava de dizer. Conferiu os passageiros. Ele, a mulher, o filho, o sogro e a sogra. Uma rápida oração no interior do carro, e a madrugada quase manhã agasalhou carro e ocupantes com serenidade, bafejando os últimos sopros que restaram de uma noite/madrugada fria.</p>
<p>Guarapari os aguardava. Montanha, funcionário público, adquirira um apartamento em um condomínio, bem próximo à praia, que era utilizado duas vezes ao ano. As fotos, exibidas no local de trabalho, comprovavam as belezas do local.</p>
<p>Viagem tranquila. Chegaram à noite, e se dirigiram ao apartamento, pois os corpos, no limite da exaustão, imploravam por um banho e um repouso. Ao destrancar a porta, uma surpresa: havia uma família morando ali. Pai, mãe e dois filhos. Todos sentados no sofá, vendo televisão. Montanha não acreditava no que via. Propôs a desocupação do imóvel. Nem pensar. Depois de um acalorado bate- boca, Montanha resolveu procurar um hotel onde pudessem se alojar.</p>
<p>Mais tarde, já recuperado, após o banho, Montanha foi a uma mercearia em frente  fazer umas compras básicas para a família, e contou o seu drama para o comerciante. Este, demonstrando calma, chamou dois homens que bebiam pinga na extremidade do balcão e pediu para o funcionário público repetir o acontecido.</p>
<p>- Nós dois – disseram Pesão e Chibanca – prometemos desocupar seu apartamento em três dias, sem qualquer violência. desde que nos pague quinhentos reais. Cem agora e o restante quando da entrega do imóvel desocupado.</p>
<p>Montanha pensou um pouco, fez um cálculo do dinheiro que trazia para as férias, certificou-se de que os dois não usariam de violência, e concordou. Abriu a carteira e entregou os cem reais junto com as chaves do apartamento.</p>
<p>Os dois homens compraram uma garrafa de pinga, alguns pães, umas fatias de presunto e se despediram. Cambaleavam um pouco, mas nada que chamasse a atenção. Chegaram ao apartamento, abriram a porta e disseram que o proprietário havia autorizado sua permanência ali por algum tempo. O ocupante ilegal ameaçou chamar a polícia, mas desistiu. Ao final,os dois estavam alojados em um dos quartos, e recomeçaram a sua bebedeira habitual, falando alto e cantando músicas horrorosas, além de desafinadas.</p>
<p>No dia seguinte, à noite, Montanha recebia as chaves do apartamento de volta. Os invasores haviam se retirado.</p>
<p>Tudo resolvido. O problema foi suportar a inhaca e o cheiro de pinga no segundo quarto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/393/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/393/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=393&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>CADERNINHO NERVOSO</title>
		<link>http://evaldoab.wordpress.com/2011/12/18/caderninho-nervoso/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 19:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero compartilhar com os leitores, neste Natal, este belo texto de autoria do médico otorrinolaringologista Sebastião Diógenes, publicado no livro Passeata Literária, das Edições Sobrames-CE. - Por que está chorando, Caderninho? - Foi Lia, aquela sua sobrinha dos olhinhos graúdos. - O que foi que ela fez de tão grave? - Fez uma visita às [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=387&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero compartilhar com os leitores, neste Natal, este belo texto de autoria do médico otorrinolaringologista Sebastião Diógenes, publicado no livro Passeata Literária, das Edições Sobrames-CE.</p>
<p>- Por que está chorando, Caderninho?</p>
<p>- Foi Lia, aquela sua sobrinha dos olhinhos graúdos.</p>
<p>- O que foi que ela fez de tão grave?</p>
<p>- Fez uma visita às minhas indefesas páginas.</p>
<p>- O que há de mal numa visita de cortesia, Caderninho?</p>
<p>- Não foi visita de cortesia, coisa nenhuma! Foi uma invasão de propriedade.</p>
<p>- Deixe de ser dramático! Conte-me o que realmente aconteceu.</p>
<p>- Ela me fez bolas e bolinhas de caneta. E com força. Um verdadeiro estrago.</p>
<p>- Posso fazer uma perícia e suas páginas?</p>
<p>- E deve. Você também tem culpa no cartório.</p>
<p>- Culpa! Por quê?</p>
<p>- Deixou-me largado na mesa redonda.</p>
<p>- A mesa redonda é o seu lugar.</p>
<p>- Certo. Mas correndo o risco!</p>
<p>- Correndo risco, por quê?</p>
<p>- Porque vivo cercado de lápis e canetas por todos os lados. Fico à mercê das crianças, se juízo têm, falta-lhes a consideração.</p>
<p>- A mesa também é o lugar dos lápis e das canetas. Vocês formam uma família e se completam.</p>
<p>- Tudo bem, a mesa redonda é o nosso lar. Mas você viu a Lia entrar no gabinete, não viu?</p>
<p>- Vi, e daí?</p>
<p>- Quer bem dizer que não conhece a pecinha?</p>
<p>- E quem pode com Lia?</p>
<p>- Se não pode com Lia, que me afastasse dos apuros.</p>
<p>- Foi um descuido! Ademais, você não é nenhum olho de santo.</p>
<p>- Negligência, seria o termo mais apropriado. Mesmo não sendo olho de santo, conforme a sua presunção, tenho o direito aos mínimos cuidados.</p>
<p>- Desculpe-me. Agora, deixe de derramar lágrimas. Você vai acabar molhando as folhas, o que será muito pior.</p>
<p>-Ela não deveria ter feito bolas e bolinhas nas minhas estimadas páginas.</p>
<p>- Deixe por menos. Ela é pequena, só tem 3 anos de idade.</p>
<p>- Eu também sou pequeno. No reino dos cadernos não passo de uma caderneta de 48 folhas, algumas delas supliciadas pela pesada mãozinha de Lia.</p>
<p>- Um dia você vai ter orgulho da visita de Lia em suas honradas páginas.</p>
<p>- Orgulho! Como pode um Caderninho vitimado de bolas e bolinhas vir a ter orgulho da sua predadora?</p>
<p>- Quem sabe! Lia poderá ser uma famosa artista plástica e você terá tido o privilégio de receber os seus primeiros traços.</p>
<p>- Que nada! Lia vai ser odontóloga como a mãe. Ou médica como a vovó Tânia. Ou vendedora de Fiat como o pai, que dá muito mais&#8230;!</p>
<p>- Que seja! Não haverá de ser menor o orgulho, Caderninho zangado, de um dia ter recebido as garatujas de Lia.</p>
<p>Conversa&#8230;! E eu, nesses tratos, o que me aguarda?</p>
<p>- O sucesso, quando Lia crescer.</p>
<p>- Quer dizer, esperando no prejuízo!</p>
<p>- Que prejuízo, que nada, Caderninho. Você até parece que não tem sentimento, logo hoje. o dia do Natal, deste ano da graça de dois mil e dez!</p>
<p>- Encantado, senhor&#8230;! Ó Lia, venha-me fazer bolas e bolinhas. Caderninho ama você!</p>
<p>25.12.2010</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/387/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/387/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=387&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>PIRULITO, DOÇURA DA INFÂNCIA, PREOCUPAÇÕES DE AGORA</title>
		<link>http://evaldoab.wordpress.com/2011/11/18/pirulito-docura-da-infancia-preocupacoes-de-agora/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 23:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Areia Branca-RN, cidade da minha infância, 1958. Rua do Meio. Consultório do Dr. Vicente de Paula Gurgel Dutra. Elegante, como de costume, o Dr. Vicente dava os últimos retoques em uma peça de ouro, fundida por ele mesmo. Caprichava nos últimos detalhes, e admirava a maravilha alquímica do ouro surgindo na ponta de seus dedos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=375&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Areia Branca-RN, cidade da minha infância, 1958. Rua do Meio. Consultório do Dr. Vicente de Paula Gurgel Dutra. Elegante, como de costume, o Dr. Vicente dava os últimos retoques em uma peça de ouro, fundida por ele mesmo. Caprichava nos últimos detalhes, e admirava a maravilha alquímica do ouro surgindo na ponta de seus dedos.</p>
<p>Naquele tempo os dentistas elaboravam pessoalmente suas peças, em pequenas oficinas. Não havia a figura do protético. Neste caso, a pequena oficina funcionava em uma saleta, junto ao consultório, na Rua do Meio, vizinho à casa de Antonio Calazans. Dr. Vicente fabricava suas peças odontológicas, fossem simples obturações, coroas ou próteses mais complexas (pererecas ou dentaduras completas, superior e inferior).</p>
<p>Como eu dizia, era final de uma tarde quente, e o dentista, com seu charme habitual, admirava, junto à janela, um pequeno bloco de ouro incrustado no molde de gesso que acabara de ser retirado do massarico, ainda sem os detalhes do que viria a ser: um pequeno e bonito bloco a preencher o espaço de um dente e devolver o sorriso que já fora belo.</p>
<p>Nesse momento, passava um menino com um taboleiro de pirulito nas costas, a gritar a plenos pulmões as delícias do seu produto – OLHA O PIRULITO, ENROLADO NUM PAPEL E ENFIADO NUM PALITO!!! Ao passar junto à janela do dentista, e sem perceber que havia alguém próximo, deu um berro seco e estridente bem no ouvido do concentrado odontólogo:</p>
<p>- OLHA O PIRULITO!!!</p>
<p>Dr. Vicente, em um movimento de defesa, atirou longe obloco de ouro, pôs a cabeça fora da janela e bradou, tentando se refazer do susto:</p>
<p>- Ah, seu filho de uma égua&#8230;</p>
<p>E o garoto saiu em disparada, às gargalhadas, rodopiando e pulando, como se jogasse amarelinha, segurando o taboleiro com uma das mãos, lembrando, sem o saber, Geny Kelly em Cantando na Chuva. Na outra mão, a última das três mariolas que acabara de trocar por alguns pirulitos.</p>
<p>Brasil, novembro de 2011. A Sociedade Brasileira de Pediatria comunica e denuncia: pirulitos são vendidos e comprados pela Internet, nos Estados Unidos.</p>
<p>Seria uma maravilha se não estivessem contaminados com o vírus da catapora. Os pais compram os doces lambidos por pessoas doentes e oferecem a seus filhos para que estes, saudáveis, sejam infectados pelo vírus da varicela, ainda pequenos, quando os sintomas da doença seriam supostamente mais brandos. Isso acontece para evitar o pagamento da vacinação.</p>
<p>Em Areia Branca, ontem: a doçura de um menino no esforço pela vida, oferecendo pirulitos multicoloridos ruas afora, aos gritos, bailando sorridente. E comendo mariola.</p>
<p>Nos Estados Unidos, hoje: a venda de pirulitos com saliva contaminada pelo vírus da catapora – seria somente da catapora? -, via Inernet. E com as cores da estupidez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/375/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/375/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=375&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>DOIS AMIGOS NA ESBÓRNIA</title>
		<link>http://evaldoab.wordpress.com/2011/11/05/dois-amigos-na-esbornia/</link>
		<comments>http://evaldoab.wordpress.com/2011/11/05/dois-amigos-na-esbornia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 14:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Trazíbulo e Epaminondas estavam – ao menos aparentemente – macambúzios, com forte sentimento de perda. Suas esposas viajariam no dia seguinte, e os dois amigos ficariam uma semana sozinhos. Só que, para Pulquéria e Leocádia, a dupla ficaria entregue à esbórnia e às delícias do nós sozinhos. É que dona Pulquéria, quase sem querer, escutara [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=370&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trazíbulo e Epaminondas estavam – ao menos aparentemente – macambúzios, com forte sentimento de perda. Suas esposas viajariam no dia seguinte, e os dois amigos ficariam uma semana sozinhos. Só que, para Pulquéria e Leocádia, a dupla ficaria entregue à esbórnia e às delícias do nós sozinhos.</p>
<p>É que dona Pulquéria, quase sem querer, escutara um telefonema entre Epaminondas, seu marido, e Trazíbulo, em que falavam que, nessa semana, fariam aquilo que precisava ser feito, e sem as mulheres seria bem mais fácil, pois poderiam dispor livremente das tardes e das noites durante uma semana. Logo ela telefonou para dona Leocádia, esposa de Trazíbulo, pondo-a a par das conversas entre os dois, que indicavam uma semana inteira de farras e desvarios.</p>
<p>As amigas guardaram segredo quanto às suspeitas, porém combinaram que ficariam ligadas, com telefonemas frequentes e sugerindo almoços e jantares dos dois em casa dos filhos, de tal modo que todos os dias da semana eles estariam sendo vigiados.</p>
<p>Os dois saíam sempre à tarde, bem vestidos, sem que os familiares soubessem para onde. Os filhos nada perguntavam, e eles nada revelavam. Só retornavam na hora do jantar, depois das oito horas. E assim aconteceu de segunda a sexta-feira.</p>
<p>No sábado as duas mulheres estavam de volta, e nada perguntaram, fingindo total confiança nos dois amigos. É que mais tarde iriam ter um relatório detalhado fornecido pelos filhos de um e do outro.</p>
<p>Em casa, fingindo naturalidade, dona Pulquéria percorreu o olhar pelos diversos cômodos, tentando descobrir alguma irregularidade na arrumação, por mínima que fosse. Nada. Tudo no mesmo lugar, e bem arrumado.</p>
<p>No quarto de hóspedes – antigo quarto dos filhos -, a surpresa: uma bengala nova, com cabo de prata, um envelope com chapas de ressonância magnética do ombro – lesões no manguito rotador, constatou ao ler o laudo -, outro com tomografia do abdome superior e da pelve, com a justificativa do médico: propedêutica para cálculos urinários. Em um envelope menor, vários exames de laboratório – glicemia, hemograma, lipidograma, enzimas diversas. No canto, duas molduras envolvidas em papel de presente. Eram ampliações de fotos antigas dos dois, reproduzidas e emolduradas.</p>
<p>Dona Leocádia foi mais discreta. Entrou em casa calada, deixou a mala na cozinha e foi direto para o quarto. Em um canto, encostada à parede, uma bengala novinha, com o cabo em forma de cabeça de cavalo. Ao lado, um boné tipo europeu, que vira em um filme francês, alguns pijamas modernos – enfim, ela veria os velhos pijamas listrados de Trazíbulo serem substituídos – e alguns frascos de xampu e condicionador para cabelos grisalhos. Um taboleiro de gamão, envolto em uma bela embalagem, despertou sua atenção. Finalmente, os amigos não precisariam mais trazer aquele trambolho para sua casa toda semana.</p>
<p>As duas mulheres descobriram mais tarde, no guarda-roupa, um pequeno pacote. Curiosas, abriram-no com cuidado. E descobriram tratar-se de medicamento para disfunção erétil. Na caixa. Sem uso.</p>
<p>A farra, enfim, começaria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>EVALDO ALVES DE OLIVEIRA</p>
<p>Médico Pediatra, com especialização em</p>
<p>Homeopatia. Articulista da Revista do</p>
<p>Sindicato dos Médicos do DF</p>
<p>Sócio Correspondente do Instituto Histórico e</p>
<p>Geográfico do RN.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/370/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=370&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>VARÍOLA – NASCIMENTO: 8.000 a.C. ÓBITO: 1980</title>
		<link>http://evaldoab.wordpress.com/2011/10/22/variola-%e2%80%93-nascimento-8-000-a-c-obito-1980/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 14:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Conhecida como bexiga, a varíola se anunciava com febre alta, mal estar intenso, cefaleia, dores musculares e prostração. Em seguida, na sequência: mácula, pápula, vesícula, pústula e crosta. O terror se instalara. Com essa aura, a varíola surgiu sobre a Terra por volta do ano 8.000 a.C. Desembarcou no Brasil, trazida pelos primeiros colonizadores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=363&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Conhecida como <em>bexiga, a varíola se anunciava com febre alta, mal estar intenso, cefaleia, dores musculares e prostração. Em seguida, na sequência: mácula, pápula, vesícula, pústula e crosta. O terror se instalara.</em></p>
<p>Com essa aura, a varíola surgiu sobre a Terra por volta do ano 8.000 a.C. Desembarcou no Brasil, trazida pelos primeiros colonizadores e escravos, tendo a primeira epidemia ocorrido em 1563, na ilha de Itaparica, na Bahia. Em Atenas, ano 430 a.C., uma epidemia teria dizimado um terço de sua população.</p>
<p>Para se defender da doença, a pessoa se submetia a um processo chamado de <em>variolação</em>.  Em 1735, apenas 850 pessoas haviam se submetido a esse processo, na Grã-Bretanha.</p>
<p><em>N</em>o ano de 1823, a varíola matava de 20% a 40% das pessoas acometidas pela doença. Nesse período, 67% dos casos de cegueira, em Londres, tinham a varíola como causa. Além de terrível, a doença não tinha tratamento, que era limitado a sangria, jejum e lavagens, o que deixava o paciente ainda mais abatido, fraco e deprimido.</p>
<p>No ano de 1749, nascia na Inglaterra Edward Jenner, que viria ser o criador do método de vacinação antivariólica. Aos oito anos, ao entrar para uma escola pública, Jenner teve que se submeter à variolação e ao ritual assustador da sangria, do jejum e das lavagens.</p>
<p>Aos treze anos, Jenner foi trabalhar como aprendiz de um cirurgião rural – menor trabalhador, como eu fui. Lá, Jenner ouviu falar de um tipo de varíola que acometia camponeses que ordenhavam vacas, e que não adquiriam varíola depois. Jenner imaginou, então, que, se as pessoas contraíssem a forma bovina da doença, de modo deliberado, ficariam imunes à varíola.</p>
<p>A partir de então, inúmeras pessoas passaram a receber a inoculação  da varíola bovina como forma de prevenção da varíola humana, tanto pelo próprio Jenner quanto por outros médicos britânicos.</p>
<p>Em 1799, o Dr. Benjamin Moseley escreveu um tratado referindo-se à vacinação como <em>vacamania</em>. Zombou do trabalho de Jenner, chamando  a varíola bovina de <em>lues bovina</em>, ou seja, <em>sífilis de vaca</em>, dizendo que, <em>assim como a sífilis, a varíola bovina poderia acabar afetando o cérebro</em>. Um ano depois, Daniel Waterhouse seria o primeiro americano a receber a vacina. Em 1804 a vacina foi introduzida no Brasil.</p>
<p>O Dr. William Rowley também fez um relatório, no qual afirmava que <em>uma criança tinha desenvolvido no rosto uma deformação em forma de boi, um ano depois da vacinação, e que depois da vacinação uma moça havia desenvolvido ronha (uma doença de pele que ataca animais de pelo e animais lanígeros), e sugeria que a vacinação de varíola bovina podia provocar o aparecimento de doenças animais em seres humanos, ou transformar estes em animais</em>.</p>
<p>Não fosse o contínuo esforço pessoal de Jenner, e sua habilidade política nos anos seguintes, a vacinação não teria se firmado na prática médica. Médicos, cirurgiões e farmacêuticos que se opunham à vacinação ganhavam  adeptos, fazendo com que a quantidade de pessoas vacinadas diminuisse, e o número de pessoas mortas pela varíola aumentasse. No ano de 1805, oito mil pessoas morreram de varíola em Londres.</p>
<p>Em 1803, aos 54 anos de idade, Jenner já era conhecido e reverenciado em todo o mundo, mas continuava pobre, tendo que vender sua casa em Londres para sobreviver.</p>
<p>Com o tempo, novas técnicas aprimoraram a fabricação da vacina, que passou a conter formas atenuadas de um vírus.</p>
<p>No ano de 1980 a varíola havia desaparecido de todos os rincões deste vasto planeta azul chamado Terra, e a vacinação foi interrompida. Morria um monstro de dez mil anos, graças à tenacidade de um homem e à luta incansável da OMS.</p>
<p>Varíola, a única doença infectocontagiosa erradicada pela vacinação. Em uma ponta, Jenner; na outra, a OMS.</p>
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		<title>O SOFRIMENTO DE DONA CHRISTIANNY</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 16:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Dona Christianny estava em êxtase. Nascera Murivaldo, o primeiro filho,  o primeiro sobrinho e também o primeiro neto da família. A alegria tomava conta de todos no clã dos Souza e Silva, e as comemorações se sucediam.  Ontem, na casa do tio Ephlúvio, hoje no quintal da tia Édyna e no domingo na casa dos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=357&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dona Christianny estava em êxtase. Nascera Murivaldo, o primeiro filho,  o primeiro sobrinho e também o primeiro neto da família. A alegria tomava conta de todos no clã dos Souza e Silva, e as comemorações se sucediam.  Ontem, na casa do tio Ephlúvio, hoje no quintal da tia Édyna e no domingo na casa dos pais, Porfyrio – chamado de Profiro &#8211; e Christianny D’Ângelo.</p>
<p>Porém havia um problema. Quem seriam os padrinhos do rebento? Pensaram, discutiram e chegaram ao consenso: convidariam John Kennedy e Jaqueline para padrinhos. Pediram a um amigo que fizesse uma missiva e a enviaram à embaixada dos Estados Unidos. Dias depois chegava uma correspondência respeitosa da embaixada americana, justificando a impossibilidade de o presidente aceitar o convite, em face dos compromissos internacionais já assumidos, e que se sentiam lisonjeados com o convite etc.</p>
<p>Murivaldo não foi batizado, e todos na família  sentiam-se orgulhosos com o desdobramento do caso, e já consideravam os pretensos padrinhos como pessoas da família.</p>
<p>Dois meses depois veio o assassinato do presidente em Dallas, no Texas, e a família de dona Christianny e Porfyrio entrou em clima de total desespero. Em casa, a televisão permanecia ligada o dia inteiro nos noticiários da imprensa, e havia muito choro e sofrimento.</p>
<p>Uma semana depois do enterro, dona Christianny ainda estava inconformada com o acontecido, e a todo momento recebia condolências dos amigos e familiares.</p>
<p>À noitinha, sentada na varanda, a dona da casa recebeu a visita de uma amiga.</p>
<p>- Christianne, você está muito abatida. O corpo do presidente já foi enterrado, as coisas já se acalmaram lá em Washington. Você tem que entender que o presidente não está mais sofrendo.</p>
<p>- A minha sofreguidão não é por causa do presidente – respondeu Christianny secamente. Eu me preocupo é com a comadre Jaqueline.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=357&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A IDENTIDADE DO JACARÉ</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 22:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Evaldo Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Da série Estórias do Consultório Juninho era meu cliente da rede pública de saúde. Gostava de falar de seu pai, um veterinário recém-chegado de Pernambuco, e se deixava levar pela empolgação. Sua mãe, dona Edrúlia, contou esta estória envolvendo seu marido, o herói do Juninho. Encontraram um jacaré enorme em Pernambuco, em um rio próximo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=351&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da série <em>Estórias do Consultório</em></p>
<p>Juninho era meu cliente da rede pública de saúde. Gostava de falar de seu pai, um veterinário recém-chegado de Pernambuco, e se deixava levar pela empolgação. Sua mãe, dona Edrúlia, contou esta estória envolvendo seu marido, o herói do Juninho.</p>
<p>Encontraram um jacaré enorme em Pernambuco, em um rio próximo de Olinda. O animal foi levado para um local seguro, e acompanhado pelo pai do Juninho. Como veterinário, cuidava do bem- estar e da segurança do animal, enquanto o órgão responsável não definisse o destino do jacaré.</p>
<p>Dias depois, chegou a papelada para a remoção do réptil. O animal, sob todos os cuidados possíveis, seria transferido para o  zoológico  de uma outra capital, onde faria par com uma fêmea da mesma espécie. Passado o período de quarentena, tudo acertado, documentação pronta, chegou o dia da partida. No pescoço do jacaré, uma ficha de identificação onde constavam o peso, o comprimento e os dados do animal:</p>
<p>Reino: Animalia</p>
<p>Filo: Chordata</p>
<p>Classe: Reptilia</p>
<p>Ordem: Crocodylia</p>
<p>Família: Alligatoridae</p>
<p>Gênero: Caiman</p>
<p>Espécie: Caiman latirostris</p>
<p>Apelido: Jacaré-de-papo-amarelo</p>
<p>O pai do Juninho foi indicado para acompanhar o animal até a cidade onde ficava o zoológico. Lá, uma fêmea de sua espécie o aguardava com ansiedade.</p>
<p>Animal contido com a técnica adequada, vários homens para colocá-lo no avião, check list verificado, e a aeronave partiu. Depois de duas horas de viagem, os cuidados e  a movimentação do pessoal para o desembarque que, do mesmo modo, deveria ocorrer de forma segura e confortável para o réptil. No aeroporto, após a análise da documentação, veio a abordagem:</p>
<p>- O nome, por favor! – falou o policial da Secretaria de Meio Ambiente.</p>
<p>- Doralécio.</p>
<p>- Desculpe, eu quero o nome do veterinário responsável, e não o do Jacaré.</p>
<p>- Silêncio. Doralécio logo se lembrou de algumas piadas envolvendo seu nome, que ouvira durante o curso superior, em Recife, e fitou os olhos do guarda, sem qualquer resposta.</p>
<p>No peito do guarda, o distintivo com seu nome: Odusis. O policial, meio sem jeito, apontou o caminho a ser seguido, e a comitiva seguiu em paz.</p>
<p>O jacaré continuava sisudo. Não lhe pediram o RG.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/evaldoab.wordpress.com/351/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/evaldoab.wordpress.com/351/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=evaldoab.wordpress.com&amp;blog=9481151&amp;post=351&amp;subd=evaldoab&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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